Controvérsia desafia o desenvolvimento solar dos EUA
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Uma tempestade paira sobre a energia solar nos EUA. E Joe Biden está no centro dela. O presidente americano prometeu reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. E mudar os lares e indústrias americanos para a energia solar é uma grande parte do plano. O objetivo é muito ambicioso. No momento, apenas cerca de 3% da eletricidade consumida pelos EUA é gerada com painéis solares. O governo Biden quer que isso chegue a 40% até 2035.
@Financial Times @Valor Econômico
Centenas de milhões, talvez bilhões, de novos painéis solares serão necessários. Onde esses painéis serão fabricados está no centro de uma controvérsia que prejudicou o desenvolvimento da energia solar nos EUA nos últimos meses. A Casa Branca quer enfrentar as mudanças climáticas. Mas ela também quer estimular uma transição para a energia verde “Made in America”, que leve para os EUA a produção de equipamentos de energia solar e empregos, tirando isso de países como a China, que hoje domina o mercado.
Para impulsionar a produção interna, Joe Biden acionou em junho a Lei da Produção de Defesa. Trata-se de uma lei da era da Guerra Fria que dá ao governo federal mais poderes para galvanizar a produção doméstica de certos produtos, para reforçar a defesa nacional. A lei, que já foi usada para fabricar tanques e armas em tempos de guerra, está agora sendo usada para aumentar a produção de painéis solares para combater as mudanças climáticas.
Mas ao mesmo tempo Biden também emitiu uma isenção de tarifas de 24 meses sobre os painéis solares fabricados em países do sudeste asiático. A decisão foi uma resposta a uma investigação de meses do Departamento do Comércio para tentar descobrir se fabricantes chineses estão se esquivando das tarifas de importação dos EUA estabelecendo fábricas no Vietnã, Camboja, Malásia e Tailândia. Esses países foram responsáveis por mais de 80% das importações de painéis solares pelos EUA no ano passado. E elas são vitais para muitos projetos de energia solar americanos.
Os desenvolvedores de energia solar dos EUA afirmam que a investigação efetivamente congelou as importações de produtos de energia solar, devido à ameaça de altas tarifas retroativas. Centenas de projetos de energia solar em todo o país foram suspensos este ano. E um especialista afirma que as novas instalações poderão cair pela metade em 2022 e 2023.
A postura da Casa Branca dividiu opiniões na indústria de energia solar dos EUA. Os desenvolvedores de projetos de energia solar receberam bem a medida. Mas os fabricantes de painéis solares afirmam que ela permite à China continuar inundando o mercado com painéis baratos, minando os esforços do presidente para produzir a revolução da energia verde em casa.

