Os táxis aéreos elétricos e os aviões de passageiros estão realmente se aproximando?
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É quarta-feira de manhã no Damyns Hall Airfield em Essex e é hora de voar. Meu Deus. Estamos no ar. Parece tão leve. Pode não parecer particularmente especial, mas este Pipistrel Velis Electro é o primeiro avião elétrico totalmente certificado do mundo. Quer tentar? Eu gostaria. Achei que você não ia perguntar.
@Financial Times @Valor Econômico
O Pipistrel tem uma velocidade de cruzeiro de cerca de 160 km por hora e tem uma autonomia de voo de apenas cerca de 50 minutos. Mas num setor que tenta reduzir suas emissões, há formas mais dinâmicas de aviação elétrica por aí. No ano passado, a Rolls-Royce apresentou o Spirit of Innovation. Com um alcance de cerca de 100 milhas náuticas e velocidade máxima de mais de 540 km por hora, ele é o mais rápido dos veículos totalmente elétricos existentes. Vim até Derby para saber mais.
Então, temos três motores elétricos que estão nos dando 500 cavalos de potência, que empurram a aeronave pelo céu para atingir essas velocidades fantásticas. Mas eles ocupam apenas esse espaço, então praticamente tudo daqui para trás, até quase onde estão os pés do piloto, fica a nossa grande bateria.
E é aí que está um dos grandes desafios da aviação elétrica.
Não vamos ver uma situação em que todos estaremos sentados em aviões em que costumamos sair de férias, em um avião elétrico, movido a bateria. Você simplesmente não consegue obter a densidade de energia nas células para permitir que isso aconteça. Mas o que isso cria é a capacidade de viajarmos em aviões pequenos, de 9 a 19 lugares, que chamamos de aeronaves de passageiros.
De fato, a companhia israelense Eviation diz que neste verão pretende realizar voos de teste de um avião de passageiros movido a bateria capaz de transportar até nove pessoas por cerca de 400 milhas náuticas, embora deva ser sempre lembrado que este setor costuma fazer afirmações grandiosas. De volta ao Reino Unido, o governo está ajudando projetos como o Spirit of Innovation através do Aerospace Technology Institute, que recebeu 685 milhões de libras para gastar nos próximos três anos. Que coisas você acha que precisam acontecer para se conseguir avanços realmente significativos nesse setor?
Eu acho que… certamente dinheiro. Portanto, isso requer um investimento enorme. Não é só a tecnologia. É também a infraestrutura, etc, necessários para dar suporte a isso. Eu não poderia colocar um número exato, mas são muitos bilhões de libras.
Bilhões em vez de trilhões?
Sim, acho que sim. Certamente estamos falando de bilhões de libras.
E bilhões estão entrando em um setor específico da indústria da aviação elétrica. No ano passado, investidores injetaram cerca de US$ 5 bilhões em companhias que desenvolvem Vtols elétricos tripulados, as Aeronaves de Decolagem e Pouso Vertical. A maior parte desse dinheiro veio através das Spacs, companhias de investimentos com fins específicos, e alguns vídeos promocionais parecem um pouco especulativos. Portanto, quão realistas são as ambições das empresas? A tecnologia está madura o suficiente para se começar a voar pelos espaços urbanos?
A limitação não é tanto a tecnologia, na minha opinião. A tecnologia certamente está madura o suficiente. Um dos desafios é a certificação e, obviamente, os padrões de segurança dentro da aviação. Portanto, voar é um dos mais seguros, se não o mais seguro, meio de transporte. E não queremos perder essa reputação.
Em Bristol, a Vertical Aerospace, que tem a Rolls-Royce como um de seus parceiros de projetos, almeja colocar no ar o seu protótipo VX4 ainda este ano. Projetado para conduzir um piloto e quatro passageiros, a companhia está trabalhando para ter um avião comercialmente operacional até 2025, inicialmente usando a infraestrutura de transporte já existente para suas conexões.
Projetamos essas aeronaves para que elas estejam em conformidade com as restrições dos helipontos. Portanto, em tese, poderemos decolar de helipontos nas cidades. E, em algum momento, haverá também vertiportos para apoiá-los.
Os veículos elétricos podem aliviar os congestionamentos nas cidades e oferecer um transporte urbano mais ecológico. A Vertical abriu o capital em dezembro em um negócio com uma Spac. Seu modelo VX4 vem com um preço de cerca de US$ 4 milhões. Você reconhece que ainda há barreiras técnicas que impedem que isso realmente decole, usando um trocadilho terrível?
Bom, começamos nossa atividade comercial há menos de um ano e já vendemos mais de US$ 5 bilhões em aeronaves. Portanto, as encomendas, condicionais obviamente, dependem de conseguirmos certificar com sucesso a aeronave porque esse é o ponto em que o avião tem permissão legal para ser usado em operações comerciais. O verdadeiro desafio envolve a certificação. Basicamente precisamos provar que o veículo é seguro.

