O entrevero entre Haddad e Arthur Lira
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Coluna política de Maria Cristina Fernandes: Até aqui, o ministro que mais encarna esta fala de Lula, no Rio, sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira, é Fernando Haddad, da Fazenda.
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Desde a negociação da PEC da transição, antes da posse, Haddad vem cultivando a relação com Lira. Dessa dobradinha resultou o avanço, na Câmara, do acordo do Carf, que permitiu mais protagonismo da Fazenda nas disputas tributárias, do arcabouço fiscal e da reforma tributária.
Foi este avanço que, em grande parte, deu um horizonte fiscal ao governo e permitiu que o Banco Central iniciasse a redução do juro
Acontece que agora esta dobradinha trincou. E por que?
Porque o Tesouro precisa de dinheiro pra cumprir a redução do déficit dos R$ 232 bilhões de 2022 para 107 bilhões este ano.
E uma das alternativas para fechar este buraco é a taxação de “offshores”, que são empresas abertas no exterior por quem quer vantagens fiscais. É a verdadeira “reforma tributária” do investidor.
Com R$ 60 milhões em emendas parlamentares por ano per capita, os parlamentares entraram para o clube. E também não querem esta taxação.
O governo vinculou a correção da tabela do Imposto de Renda, que permitiu a isenção de quem ganha até 2,6 mil, e o reajuste do salário minimo à taxação das offshores.
E como os parlamentares não querem ficar contra uma medida que taxa rico para isentar pobre, Lira simplesmente sentou em cima da medida provisória.
Haddad não se conformou, foi cobrar, o caldo entornou e agora ameaça com retrocesso os avanços alcançados no primeiro semestre.
Na teoria, busca-se cobrar mais imposto para se pagar menos juro. Na prática, é de correlação de forças que se trata.

