Emprego e atividade no Brasil e no exterior vão concentrar as atenções | Agenda do Investidor

Emprego e atividade no Brasil e no exterior vão concentrar as atenções | Agenda do Investidor

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Na semana que vai do dia 2 ao 6 de outubro, os dados de emprego e de atividade econômica são os mais relevantes da semana, tanto no Brasil quanto no exterior.
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O mercado deve aguardar com ansiedade os números oficiais de emprego nos Estados Unidos ao longo de toda a semana. Na sexta-feira, dia 6, o payroll deve concentrar as atenções dos agentes, no momento em que a resiliência da economia americana está no foco dos mercados.

O tom bastante agressivo do Federal Reserve (Fed) na reunião de política monetária da última semana se deve aos sinais fortes que a economia dos Estados Unidos tem mostrado. Por isso, os números do mercado de trabalho devem ser essenciais para o mercado entender se serão necessárias mais altas nos juros e por quanto as taxas americanas ficarão elevadas.

Os sinais do Fed e a força da economia americana provocaram uma disparada das taxas dos Treasuries. O juro de dez anos, que é referência para os mercados em todo o globo, encostou em 4,7% e subiu aos maiores níveis desde 2007.

Com os juros americanos em níveis ainda mais altos, a renda fixa dos EUA continuou a atrair investidores, o que retirou a liquidez dos mercados emergentes. Como consequência, os juros futuros dispararam também aqui no Brasil, o que fortificou o sinal de alerta emitido pelo Banco Central.

Na ata da reunião do Copom, o colegiado mostrou forte preocupação com o cenário externo. O próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse durante coletiva de imprensa que a barra para uma aceleração do ritmo de cortes na Selic “está ligeiramente mais alta”.

Além disso, o Banco Central manteve o tom de alerta em relação à condução da política fiscal, em um momento no qual a autoridade monetária tem se mostrado bastante alinhada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante a semana, inclusive, Campos Neto teve sua primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

O déficit primário de R$ 26,3 bilhões do governo central em agosto, o que elevou o rombo acumulado nos primeiros oito meses do ano para R$ 104,5 bilhões, chamou a atenção dos mercados. É o pior resultado para esse período em um primeiro ano de governo desde 1999. Além disso, o resultado fiscal negativo aumenta as dúvidas sobre a execução do arcabouço fiscal no próximo ano e sobre a chance da meta de zerar o déficit primário ser atingida.

A atividade econômica também é uma preocupação do Banco Central do Brasil e deve estar no foco do mercado na próxima semana. Já na segunda-feira, dia 2, o Ministério do Trabalho divulga o número do Caged de agosto, com a abertura de vagas no mercado de trabalho brasileiro. Na terça-feira, a produção industrial de agosto é o principal destaque.

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