Ata do Copom e IPCA de outubro são os destaques na agenda do investidor

Ata do Copom e IPCA de outubro são os destaques na agenda do investidor

[bmto id=”1″]https://www.youtube.com/watch?v=I5TkYGe02QI[/bmto]

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, e dados de inflação no Brasil são os destaques da semana que começa no dia 06 de novembro.
#finanças #economia #negocios #juros #inflação #meta #valoreconomico

No exterior, a agenda de indicadores nos Estados Unidos segue mais fraca, apenas com dados de segunda linha, com destaque para a confiança do consumidor na sexta-feira, dia 10. Vamos então para a agenda local:

Na terça-feira, dia 7 de novembro, os investidores devem acompanhar com atenção o documento da última reunião do Copom, em busca de sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária, e também a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento organizado pelo Bradesco.

Ainda que a definição da Selic e as sinalizações do comunicado não tenham trazido grandes novidades na última quarta-feira, dia 01 de novembro, os agentes devem observar se a questão fiscal foi discutida com mais profundidade pelos integrantes do colegiado.

Isso porque nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a meta fiscal para 2024 não precisaria ser de déficit zero, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não sinalizou até agora qual será o objetivo a ser alcançado pelo governo no próximo ano.

Outro dado vai ser observado com atenção: os números de inflação ao consumidor medidos pelo IPCA referente ao mês de outubro.Os últimos dados de preços mostraram continuidade na perda de ritmo da inflação.

Mas como informou o Valor em reportagem recente, economistas já veem um esgotamento deste processo desinflacionário.

Por isso, na sexta-feira, dia 10 de novembro, quando o IPCA de outubro for divulgado, os investidores irão analisar com cautela o núcleo do índice de preços e também a evolução dos preços relativos ao setor de serviços.

Nos Estados Unidos, a semana é marcada pela divulgação do índice de confiança do consumidor pela Universidade de Michigan, na sexta-feira, dia 10. O dado traz consigo informações sobre as expectativas de inflação dos consumidores para um e cinco anos.

Atualmente, as expectativas para as taxas de inflação no acumulado de 12 meses estão em 4,2% e 3,0%, respectivamente. Para quem não acompanhou os acontecimentos da semana passada, aqui vai um resumo:

A decisão do Fed, que costuma ser protagonista na semana, foi ofuscada por dados mais fracos do mercado de trabalho americano.

Não só o relatório de emprego dos EUA de outubro, o payroll, trouxe números mais fracos do que o esperado, como também os indicadores de custo de mão de obra do terceiro trimestre vieram mais baixos do que esperavam os economistas. Isso bastou para alimentar o otimismo do mercado diante de apostas crescentes de que o Fed encerrou seu ciclo de alta de juros.

Desse modo, mesmo com dúvidas sobre a seara fiscal aqui no Brasil, o real conseguiu se recuperar ante o dólar. Diante disso, o câmbio acabou terminando a semana apreciado, voltando novamente a operar abaixo de R$ 4,95.

Já os juros futuros iniciaram a semana em um movimento de alta diante das dúvidas sobre a meta fiscal do governo brasileiro. As taxas, no entanto, inverteram o sinal e passaram a cair com menor pressão dos Treasuries, seja porque o Fed optou mais uma vez por não elevar seus juros, seja porque os dados de emprego nos Estados Unidos vieram mais fracos.

A Bolsa brasileira, por sua vez, começou a semana penalizada pela questão fiscal, mas já na terça-feira mostrou recuperação com ajuda do cenário externo e tal movimento de valorização se estendeu até sexta-feira, com o índice Ibovespa acumulando alta superior a 3% no período.

Portal de Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *