Ata do Fed é o destaque após mercado precificar juros menores no Brasil e EUA | AGENDA

Ata do Fed é o destaque após mercado precificar juros menores no Brasil e EUA | AGENDA

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O mercado embarcou em um tom mais otimista na semana que passou e já começou a colocar na conta a chance de juros mais baixos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.O exterior foi o fiel da balança para o bom desempenho dos ativos brasileiros.
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A inflação ao consumidor dos EUA veio abaixo do esperado em outubro, os dados mostraram ainda uma deflação inesperada no atacado e o mercado de trabalho americano continuou a dar sinais de desaceleração.

O mercado, assim, passou a colocar de vez na conta o fim do ciclo de alta de juros do Federal Reserve, o banco central americano, e ainda colheu notícias positivas no lado da inflação.

Os preços do petróleo sofreram um forte tombo e o câmbio se manteve comportado, o que sustentou as apostas de que os juros podem operar em níveis mais baixos em 2024. O mercado de juros voltou a precificar uma Selic abaixo de 10% no próximo ano e nos Estados Unidos, investidores já veem possibilidade de um corte nos juros acontecer ainda no primeiro semestre.

É nesse contexto que, na próxima semana, que vai do dia 20 a 24 de novembro, a ata da decisão do Fed do início do mês deve ser o principal destaque.

A agenda será bem esvaziada, já que, na quinta-feira, o feriado do Dia de Ação de Graças deixa os mercados fechados nos EUA.

Por aqui, a ausência de indicadores de peso deve reforçar as discussões fiscais e os debates sobre os cortes de juros.

Parte do otimismo do mercado, inclusive, veio da percepção de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou fôlego ao longo da semana.

O governo decidiu manter a meta fiscal de 2024 em 0% do PIB para o resultado primário e indicações de que pode haver um contingenciamento em torno de R$ 20 bilhões também ganharam as manchetes.

O contexto, assim, permitiu uma queda relevante dos juros futuros, no momento em que o mercado também observa os sinais cada vez mais claros de desaceleração da atividade econômica. Nesse sentido, a queda inesperada no volume de serviços prestados em setembro e o desempenho mais fraco do IBC-Br ajudaram a conter a alta dos juros.

E, com juros mais baixos, quem se favoreceu foi o Ibovespa, ao subir mais de 3% na semana e voltar à casa dos 124 mil pontos. O índice, inclusive, atingiu o maior nível de fechamento desde julho de 2021, com apoio especial das ações de empresas mais sensíveis aos juros.

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