No Brasil, existe vida gastronômica fora de Rio e SP? – 16/04/2026 – Cozinha Bruta

No Brasil, existe vida gastronômica fora de Rio e SP? – 16/04/2026 – Cozinha Bruta


Foram só duas noites no Rio, mas que noites! Na segunda-feira (13), o Copacabana Palace sediou a premiação brasileira do guia Michelin —que resultou em inéditas três estrelas para os restaurantes Tuju e Evvai. Na noite seguinte, foi a vez do 50 Top Pizza Latin America, que novamente consagrou a Leggera Pizza Napoletana.

Os prêmios diferem em muitos aspectos. Um é francês, o outro é italiano; um atribui notas de 0 a 3, o outro ranqueia sem uma referência absoluta de excelência; um avalia restaurantes em geral, o outro se circunscreve às pizzarias. A diferença que interessa aqui é a abrangência geográfica.

Respondendo à pergunta do título, para o Michelin não existe gastronomia relevante no Brasilzão além de São Paulo e Rio de Janeiro —as duas cidades contempladas pelo guia. Já o 50 Top Pizza se esparramou: das 22 pizzarias brasileiras premiadas, 9 (41%) estão nas cidades de São Paulo e Rio.

Os 59% restantes ficam em Maceió, Brasília (duas), Governador Valadares, Santo André, Foz do Iguaçu, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves, Santos, Ourinhos, Passo Fundo, Domingos Martins e Porto Alegre.

Se não existe uma cena gastronômica forte no Brasil profundo, a cultura da pizza está entranhada por todo canto. Uma explicação possível é a coesão da comunidade de pizzaiolos, mais homogênea do que o grupo dos cozinheiros em geral.

Se o guia Michelin expandisse o escopo, iria pinçar ótimos restaurantes em Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Belém… a lista de cidades é enorme.

Mas apenas em São Paulo e no Rio os padrões exigidos pelas premiações internacionais são relativamente comuns. Isso não significa que se coma mal no restante do Brasil. Diz mais sobre nossa configuração demográfica: as duas cidades atraem a mão de obra especializada do país inteiro.

A receita de hoje não é carioca, paulistana, francesa ou italiana. É grega, deliciosa e trabalhosa.

CHTAPÓDI STIFÁDO (polvo ensopado à grega)

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: média

Tempo de preparo: 60 a 90 minutos

Ingredientes

  • 1 polvo grande ou 2 pequenos, limpos
  • 300 ml de vinho tinto
  • 1 cebola grande picada
  • 4 dentes de alho picados
  • 3 folhas de louro
  • 1 pau de canela
  • 6 bagas de pimenta-da-jamaica
  • Manjerona a gosto
  • 2 colheres (sopa) de extrato de tomate
  • 12 cebolas para conserva, descascadas
  • 12 azeitonas pretas
  • Sal a gosto


Preparo

  • Na noite anterior, deixe o polvo em marinada com os demais ingredientes —exceto o extrato de tomate, as cebolas para conserva e as azeitonas
  • Cozinhe o polvo e os ingredientes da marinada em fogo médio, com a panela tampada, até a carne amaciar —ela deve ter a consistência de batata cozida al dente
  • Reserve o polvo e coe a marinada. Leve a marinada ao fogo com o extrato de tomate e as cebolas para conserva, até que estejam cozidas e o molho, encorpado
  • Separe os tentáculos e devolva-os à panela para reaquecer. Ponha as azeitonas e sirva com arroz e batatas


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Fonte: Folha

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