Everglades Alligator Farm: como é o passeio – 22/04/2026 – Turismo

Everglades Alligator Farm: como é o passeio – 22/04/2026 – Turismo


De longe eles parecem estátuas. Dezenas de jacarés estirados na lama, uns empilhados sobre os outros, fazendo aquilo que jacarés fazem de melhor: ficam paradinhos, sem piscar, à espera do bote.

Até que o treinador, protegido das feras por uma cerca de ferro, abre a caixa térmica, saca dali o corpo de um ratinho branco congelado e o atira. E lá se vai o roedor, voando sobre as grades: zuuuuuum. Eis que os répteis se levantam, abrem suas bocarras e um deles, o sortudo, abocanha o almoço.

Tecnicamente, não são bem jacarés. São aligátores, primos bem próximos. Os norte-americanos costumam ser um pouco maiores e com uma mordida mais potente do que a dos répteis que existem no pantanal e na amazônia. E ainda assim, são menores do que os crocodilos —esses, ainda mais agressivos e encontrados também em água salgada.

Crocodilos, aligátores e jacarés (ou caimans, em inglês) convivem na Flórida, estado americano fincado em pântanos. Estima-se que quase um terço do território dessa península seja dominado por charcos. O Parque Nacional dos Everglades é o símbolo desse ecossistema.

É nas franjas dessa reserva que fica o Everglades Alligator Farm, propriedade particular a 45 minutos de carro de Miami. Com ingressos que partem dos US$ 38 (R$ 189), é possível ver apresentações como a que abre este texto, em que os aligátores são alimentados na frente do público, incluindo crianças e vovós.

O instrutor aproveita para dar algumas lições sobre os bichos. Aprendemos, por exemplo, que eles são capazes de ficar horas parados embaixo da água, à espreita de uma vítima em potencial, por horas. Algumas anedotas são tristes, sinistras mesmo. Ele repete e repete que moradores da região não podem deixar seus cachorros passearem sem coleira, muito menos à beira da água, ou então…

Ao redor há viveiros com outros tantos bichos da fauna subtropical —cobras, tartarugas, aves e capivaras. Para um brasileiro habituado a topar com esses megarroedores talvez eles não causem assim uma comoção, mas como o animal virou pop no mundo inteiro, elas não podiam faltar.

Por mais US$ 39 (R$ 194) dá ainda para encontrar os aligátores e passar a mão neles. Na verdade, filhotes cujo focinho é amarrado por uma fita adesiva.

A visita à fazenda dos répteis também pode incluir um passeio de barco pelos brejos. Tudo acontece nos airboats, típicos da região: são botes movidos a hélices tão barulhentas que é necessário usar um abafador de som para não ficar surdo. Ao longo de 20 minutos, com direito a algumas curvas radicais, o condutor desliza por aqueles rios de grama que parecem não ter fim. Eventualmente dá para ver algum bicho, mas isso não é garantido.

Quando o ouvido do motor dá trégua, e o barqueiro permite alguns minutos para contemplar a imensidão de juncos, alguém cochicha que aqueles pântanos são pontos conhecidos de desova de cadáveres. Dá para entender o porquê.

A loja de souvenir, como não podia deixar de existir, tem toda a sorte de aligátores de pelúcia, botas feita com o couro do animal e algumas carcaças.

Conheça outras atrações imperdíveis de Miami

Ocean Drive 

A via fica em Miami Beach, a ilha que é separada do restante do distrito de Miami pela baía de Biscayne. É o coração da vida noturna local e a principal responsável por emprestar à cidade o título de uma das principais capitais do hedonismo. Ela reúne edifícios em estilo art déco, que hoje dão lugar a hotéis, restaurantes e baladas. A influência cubana é forte.

South Beach 

A mais famosa das praias de Miami, que pode ser visitada em conjunto com a Ocean Drive, tem boa oferta de bares e restaurantes. Nela fica a mansão onde o estilista Gianni Versace viveu e foi assassinado, que sedia visitas agendadas.

Frost Science Museum 

É um dos principais museus do mundo destinado às ciências, ideal para levar as crianças. Abriga um planetário, que sedia apresentações a laser e com projeções potentes, e um aquário, que destaca a fauna marinha da região, com corais, tubarões-martelo e arraias.

Wynwood 

Outrora degradado, o bairro cheio de galpões abriga uma das maiores coleções de grafite do mundo espalhadas por murais, além de restaurantes e bares descolados.



Fonte: Folha

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