A guerra nas fronteiras do Brasil | COLUNA DE MARIA CRISTINA FERNANDES

A guerra nas fronteiras do Brasil | COLUNA DE MARIA CRISTINA FERNANDES

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O terror na zona oeste do Rio, que levou milicianos a atear fogo a 35 ônibus no Rio, alguns deles ainda com passageiros, e também a um trem, mostra o impasse da política nacional de segurança pública.
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O Brasil vai bem na presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas sua legitimidade doméstica como mediador da paz no Oriente Médio depende da capacidade de reproduzi-la internamente.

O Ministério da Justiça informa que a taxa de homicídios é declinante, a apreensão de armas dobrou e aquela de bens do crime organizado foi multiplicada por dez, mas a dimensão da violência no Brasil é tamanha, que a redução precisa ser continuada por um longo período para se fazer sentir.

Com 2,7% da população do planeta, o Brasil tem 20,4% dos homicídios do mundo. É o maior número absoluto de homicídios do planeta e a oitava taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Nenhum dos dez países mais violentos do mundo está em guerra com outro país. A guerra é interna com carteis de drogas e do crime organizado.

A dificuldade de o brasil ter uma politica nacional de segurança publica é a autonomia federativa dos Estados. No Rio, por exemplo, que nem secretário de segurança tem, quem comanda a área é a Assembleia Legislativa, cujos deputados tëm vínculos com o crime organizado.

Quem poderia fazer o controle da atividade policial, porque é investido da missão pela Constituição é o Ministério Público, mas é difícil encontrar um procurador que queira colocar a mão nesta cumbuca, dirá agora que nem procurador geral da República o país tem?

O presidente Lula descarta intervenção federal ou operação de garantia da lei e da ordem. Sobrou ampliar a operação que já está em curso nas fronteiras, a operação ágata, para expandir a atuação das Forças Armadas em portos, aeroportos e estradas, e colocar o Coaf, que é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, para tentar a asfixia financeira.

As Forças Armadas resistem, mas a descoberta da participação de miitares no furto de armas do próprio Exercito que tinham como destino o crime organizado, os pressiona a colaborar para mostrar que o Brasil não está a caminho da “mexicanização”. Ou seja, o avanço do crime organizado sobre as instituições civis e militares.

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