Como a inflação afetou o poder de compra do brasileiro em 2022
[bmto id=”1″]https://www.youtube.com/watch?v=55LJqtK9ly0[/bmto]
A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2022 em 5,79%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
@ibgeoficial @BancoCentralBR #inflação #eua #brasilia #compras #lula #alimentos #bebidas #saude #preços #supermercado
O percentual é inferior ao resultado de 2021, quando encerrou o ano em 10,06%. No entanto, é o segundo ano consecutivo que o IPCA fica acima do centro da meta inflacionária de 3,5% estabelecida pelo Banco Central (BC).
Lembrando que a meta tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.
Nove classes de despesas são usadas para o cálculo do IPCA como mostra o gráfico, vestuário, transporte, alimentação e bebidas, etc.
A classe de despesas Alimentação e Bebidas foi a que mais contribuiu para a aceleração da inflação em 2022, com alta de 11,64%, acima dos 7,94% de 2021.
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou a segunda maior alta (11,43%) no acumulado do ano.
Em termos de variação anual, o grupo Vestuário foi o mais representativo (18,02%) em 2022. Apesar da variação, o grupo Vestuário não foi o que mais contribuiu para o resultado da inflação nacional porque já vinha pressionado. Seu impacto na inflação de 2022 foi de 0,78 ponto percentual, enquanto que o grupo Alimentação e Bebidas foi de 2,41 pontos percentuais.
Ao observar mais de perto o grupo Alimentação e Bebidas, o que se vê é que a alta foi puxada pela alimentação no domicílio (13,23%)
Já a alimentação fora do domicílio subiu 7,47%. Dentro de alimentação, as refeições ficaram 5,86% mais caras. Mas a alta nos preços dos lanches foi ainda maior, de 10,67%. No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, os perfumes e produtos para cabelo que pesaram no bolso do consumidor, com altas respectivas de 22,61% e 14,97%.
Outro destaque foi o plano de saúde, que teve aceleração de 6,90%.
No final de maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou o teto para reajuste dos planos individuais novos (posteriores à Lei nº 9.656/98) em 15,50% para o período de maio de 2022 a abril de 2023.
A partir de outubro, passaram a ser incorporadas as frações referentes aos planos antigos, com vigência retroativa a partir de julho.
E teve ainda a alta de 13,52% dos produtos farmacêuticos. Em 1º de abril de 2022, passou a valer o reajuste de até 10,89% nos preços dos remédios definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)
No grupo Vestuário, a explicação para a variação de 18,02% se deve à alta acentuada no preço do algodão entre abril de 2020 e maio de 2022. Fora isso, outros custos de produção também subiram e houve uma retomada da demanda, após a flexibilização do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19.
Ao olhar as variações mensais, fevereiro, março e abril registraram as maiores mais altas, de 1,01%, 1,06% e 1,62% respectivamente. Em julho, agosto e setembro, a inflação deu um ligeiro alívio, com retração de 0,68%, 0,36% e 0,29%, respectivamente.
Mas nos meses seguintes a inflação voltou a subir. Em outubro acelerou 0,59%, em novembro 0,41% e em dezembro, a variação foi de 0,62% e levou a taxa anual a 5,79%. Com isso, o IPCA fecha 2022 com alta de 5,79%.
O levantamento abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracajú e de Brasília.
Veja mais: https://valor.globo.com/videos-valor-economico/
Leia mais: https://valor.globo.com/
Banco Central: https://www.bcb.gov.br/
IBGE: https://www.ibge.gov.br/

