Lira dobra a aposta em queda de braço com Lula
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A semana na política foi marcada por dois movimentos do grupo político do presidente da Câmara. O mais surpreendente foi a aprovação na calada da noite de quarta-feira, a toque de caixa, de um projeto que criminaliza discriminação contra políticos.
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A proposta, de autoria da deputada Daniela Cunha, filha do ex-deputado Eduardo Cunha, irá punir instituições financeiras que recusarem a abertura de contas e crédito a pessoas politicamente expostas. É uma proposta que fragiliza o combate da lavagem de dinheiro. O projeto foi pautado de surpresa por Lira e contou com apoio generalizado na Câmara, inclusive e principalmente da base do governo.
O pai da deputada perdeu o mandato parlamentar em 2016 por quebra de decoro e seria preso acusado de corrupção no mesmo ano. A proposta pode interessar a políticos alvos de acusações de irregularidades e o grupo político de Lira está sob os holofotes, por causa do envolvimento de aliados seus na Operação Hefesto, que apura fraudes em aquisições na área da Educação.
Nesse meio tempo o União Brasil, partido bastante ligado a Lira, aumentou a pressão sobre o presidente para que troque a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, por uma indicação da bancada. Daniela não tem mais sustentação partidária, já que seu grupo político está saindo do partido.
A pasta do Turismo é cobiçada porque tem bastante potencial para o pagamento de emendas parlamentares e o poder político de Lira ficou fragilizado desde o fim da emenda de relator, decidido pelo Supremo Tribunal Federal. O governo deu sinais dúbios sobre isso. Articuladores do Planalto como Alexandre Padilha e Jaques Wagner admitiram a troca, mas a resistência de aliados da ministra no Rio de Janeiro, a começar do marido de Daniela, o prefeito de Belford Roxo Waguinho , fez com que Lula tenha procurado ganhar tempo ao longo da semana.

