Lula acerta na política externa quando foge do improviso
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Lembra dessas declarações de improviso desastradas de Lula? O presidente valeu-se da abertura da 78 Assembleia Geral da Onu para dar um freio de arrumação na sua política externa.
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Foi um reposicionamento em três frentes: o discurso no plenário da assembleia, a parceria com Biden pelos direitos dos trabalhadores e o encontro com Zelensky, presidente da Ucrânia.
É verdade que forçou a barra com Julian Assange, jornalista que tem ordem de prisão do governo americano pelo vazamento de documentos secretos, mas não citou o Tribunal Penal Internacional nem a Rússia.
Lula centrou sua mensagem na desigualdade social e econômica como fonte de desarranjos que têm favorecido a ascensão da extrema direita em todo o mundo. E esse foi o ponto de maior convergência com o presidente dos EUA, Joe Biden.
E esta convergência acabou se desdobrando na parceria que Biden e Lula lançaram, no dia seguinte, em defesa dos trabalhadores contra a precarização dos direitos dos trabalhadores. E isso inclui: desrespeito às mulheres, à comunidade LGBTQI+, minorias raciais, avanço dos aplicativos na oferta de mão de obra ou na perda de representatividade sindical.
Vamos lembrar que a greve das montadoras que está em curso nos EUA recebeu o apoio de Biden. E também não parece ter sido coincidência que o Financial Times, no mesmo dia, tenha publicado uma entrevista de uma executiva da Uber dizendo que se o o aplicativo tivesse que formalizar o vínculo com os motoristas, o preço das corridas subiria 40%
Foi uma convergência importante das duas lideranças na constatação de que a extrema direita que enfrentam internamente, o trumpismo e o bolsonarismo, decorre, em grande parte da inércia do Estado frente a esta precarização.

