Mineração no espaço? Missões para asteroides vão em busca de recursos escassos na Terra | FT

Mineração no espaço? Missões para asteroides vão em busca de recursos escassos na Terra | FT

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Avanços recentes sugerem que a mineração no espaço evolui gradativamente e está cada vez mais perto de se tornar uma realidade, mas será que os asteroides podem nos ajudar de verdade a repor recursos escassos na Terra?
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Será que os asteroides, os remanescentes rochosos da criação do nosso sistema solar, podem nos salvar da escassez de recursos essenciais que começam a se esgotar nas minas terrestres aqui na Terra? Um dos alvos em potencial é o 16 Psique, uma massa metálica em forma de batata com cerca de 226 quilômetros de diâmetro que orbita o Sol no cinturão de asteroides entre Júpiter e Marte, a centenas de milhões de quilômetros de distância.

A Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, deve lançar uma sonda em outubro de 2023 para explorar o que pode ser um elemento exposto básico para a formação de planetas como a Terra, um núcleo de níquel e ferro que perdeu seu manto em uma colisão com outro corpo celeste há bilhões de anos. Curiosamente, também se acredita que o 16 Psique contém ouro, platina e outros metais preciosos em quantidade equivalente a até 75 vezes o valor de toda a economia mundial.

Projetada para examinar e observar, a nave da missão da NASA não extrairá nenhum metal raro. Mas a startup AstroForge, da Califórnia, está entre as mais novas empresas privadas que pretendem fazer exatamente isso. Em abril de 2023, ela colocou em órbita um pequeno robô de teste, como precursor de outra missão planejada para chegar até um asteroide real a 35 milhões de quilômetros de distância.

Mas o jovem setor da mineração espacial ainda tem um longo caminho a percorrer para começar a coletar asteroides. Neste momento, o custo seria astronômico. A Lua é outro alvo muito mais próximo para obtenção de metais raros e outros materiais, como o hélio 3, um supercombustível potencial para gerar energia nuclear. Mas chegar lá também é muito caro.

E especialistas advertem para a possibilidade de que os custos da mineração no espaço nunca sejam recuperados, já que missões bem-sucedidas poderão resultar em um excedente e no colapso dos preços das commodities aqui na Terra. Outro problema é a falta de qualquer acordo unilateral para regulamentar a exploração de recursos no espaço que seja claro e tenha força de lei, o que cria um potencial para conflitos e desigualdades.

O boom da mineração espacial está previsto há muito tempo e ainda precisa se materializar. Mas alguns investidores e cientistas acreditam que é apenas uma questão de tempo.

Tradução de Lilian Carmona.

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