Pau que bate em Tarcísio baterá também em Lula | COLUNA POLÍTICA

Pau que bate em Tarcísio baterá também em Lula | COLUNA POLÍTICA

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A greve do transporte público em São Paulo esta semana foi tratada como uma bofetada no governador paulista. Mas será que o pau que bate em Tarcísio não vai bater também em Lula?
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O transporte público escasso, lento e lotado de uma cidade em que as pessoas gastam duas horas e meia por dia para se deslocar é causa de tormenta diária.

Disso ninguém duvida. A dúvida surge quando a greve se volta contra o modelo de gestão do transporte público.

O modelo “privatista” de São Paulo segue a mesma lógica estabelecida no programa de concessões e Parcerias Público Privadas que acaba de ser lançado pelo governo federal para a reativação do PAC

Todos seguem o disposto na Lei 11.079, aprovada em 2004, durante o primeiro governo Lula. É de se esperar, portanto, que o lançamento dos projetos do PAC-Mobilidade do governo federal desperte o mesmo tipo de indignação dos parlamentares da base lulista que apoiaram a greve nos transportes paulista. Afinal, contra qual das “privatizações” se está falando”?

Ao longo das duas horas em que os sindicalistas falaram na assembleia que encerrou a mobilização e derrotou a direção sindical, ecoou o temor de que os funcionários das estações de metrô passem a ser terceirizados.

Pois a CLT também está nas cogitações do governo federal para novas contratações de carreiras transversais, que atendam a diversos ministérios.

A investida contra o Palácio dos Bandeirantes parte do pressuposto de que seu inquilino é um estranho no ninho de um Brasil governado pela esquerda e não o principal representante da metade de um país que Lula, a muito custo, conseguiu derrotar.

A extrema-esquerda que comandou a greve parece desconhecer a correlação de forças que não deriva apenas da vitória apertada de Lula, mas do fato de que o Estado não tem de onde tirar dinheiro para manter gorduras na prestação do serviço público.

E não é gordura apenas de estatal, mas também de aditivos contratuais de concessões e da captura da regulação por interesses privados.

O corporativismo que move a extrema esquerda ajuda a explicar o passeio da extrema direita pelas eleições dos conselhos tutelares. A ausência de mobilização acende um sinal amarelo para a base do lulismo na eleição municipal de 2024

Enquanto se estiver mais ocupado em manter as prerrogativas de suas categorias funcionais do que em garantir os direitos das crianças e adolescentes, que é a missão dos conselhos tutelares, o bolsonarismo seguirá a cavaleiro, a despeito da destituição do seu titular.

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