Semana carregada de indicadores deverá ser a mais importante do mês para os mercados globais

Semana carregada de indicadores deverá ser a mais importante do mês para os mercados globais

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A semana que vem é bastante carregada de indicadores e deve ser a mais importante do mês de dezembro para os mercados financeiros globais. Isso porque os bancos centrais dos Estados Unidos, zona do euro, Reino Unido, Brasil e México se reúnem e divulgam suas decisões de política monetária. Além disso, nos próximos dias, também serão conhecidos os números do IPCA no Brasil e de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.
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As principais autoridades monetárias do mundo se reúnem justamente no momento em que os participantes do mercado vêm demonstrando otimismo que os cortes de juros nos Estados Unidos e na Europa podem ser antecipados. Alguns sinais de melhora da inflação e de desaceleração econômica foram coletados recentemente, o que disparou uma onda de demanda por ativos de risco nos mercados globais em novembro, em um movimento que alcançou também o Brasil.

Neste contexto, na terça-feira, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro. A qualidade da inflação brasileira tem se mostrado bastante favorável, com os núcleos e itens mais sensíveis à política monetária exibindo acomodação importante. O IPCA, neste sentido, pode balizar as apostas para um ritmo de cortes de juros mais acelerado pelo Banco Central no ano que vem.

No mesmo dia, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulga o índice de preços ao consumidor (CPI) no país, outra importante medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve. Atualmente, o mercado aposta em um corte de juros em março pelo banco central, perspectiva que pode ser alterada a depender dos dados de preços no país.

Já na quarta-feira, o Federal Reserve divulga sua decisão de política monetária, e deve manter as taxas de juros americanas inalteradas na faixa entre 5,25% e 5,50%. Agentes devem monitorar os sinais emitidos pelo comunicado e buscar pistas sobre a possibilidade de o banco central dos EUA indicar uma abertura para o início do afrouxamento monetário.

No mesmo dia, o Banco Central do Brasil também anuncia sua decisão de juros. A Selic deve cair 0,5 ponto percentual, para 11,75% e o mercado espera, de maneira geral, que o colegiado indique que o ritmo de cortes deve ser mantido na mesma magnitude para as próximas decisões da instituição.

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu, do Reino Unido e do México também anunciam suas decisões de juros e os investidores devem coletar os sinais emitidos pelas autoridades para entender se o mundo está mais próximo de um ciclo global de quedas nos juros.

Também é importante mencionar os dados de atividade que serão divulgados ao longo da semana, como os dados dos setores de serviços e varejo no Brasil, além do IBC-Br, como os números do varejo nos Estados Unidos.

Para quem não acompanhou o mercado na semana passada, aqui vai um breve resumo:

Os operadores iniciaram o mês de dezembro de forma um pouco mais lenta, após os ganhos expressivos observados na Bolsa, no real e nos juros. Assim, a semana foi marcada por uma baixa volatilidade e poucos volumes de negócios.

Os destaques foram a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que superou as estimativas do mercado, e os dados de criação de emprego nos Estados Unidos, que também vieram ligeiramente acima das estimativas.

O Ibovespa fechou a semana em leve queda, enquanto o dólar exibiu um pequeno avanço no mesmo período.

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