Semana promete concentrar grande movimentação nos ativos pelo mundo | Finanças

Semana promete concentrar grande movimentação nos ativos pelo mundo | Finanças

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A próxima semana deve ser a última de dezembro a ter uma grande movimentação nos ativos pelo mundo, já que depois as festividades de fim de ano não só interrompem as divulgações dos indicadores como também reduzem a liquidez do mercado.
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Entre os destaques do período estão a apresentação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, e também a terceira e última leitura do PIB americano do terceiro trimestre. Os investidores também devem monitorar as decisões de política monetária dos bancos centrais do Japão, do Chile e da Colômbia.

Já no início da semana, na terça-feira, os participantes do mercado vão olhar com atenção para o texto da ata da última reunião do Copom. No anúncio sobre a queda da Selic na semana passada, o colegiado mencionou uma melhora do cenário externo e da inflação doméstica, mas sem alterar o ritmo dos cortes e também sem dar muita ênfase aos temas, mantendo um tom conservador.

Economistas aguardam o documento para ver se cenários alternativos, de possíveis cortes maiores, estão ou não no horizonte do comitê. Ainda no que se refere ao ambiente local, a agenda econômica no Congresso pode pesar nas negociações já que a próxima semana é a última antes do recesso parlamentar.

Com o governo lutando para alcançar a meta de déficit zero em 2024, as discussões em torno de projetos ligados à arrecadação continuam no radar dos investidores. No exterior, os dados do crescimento da economia americana são destaques na quinta-feira com a divulgação da última leitura do Produto Interno Bruto (PIB) anualizado do terceiro trimestre. Na semana, também serão divulgados indicadores sobre a confiança do consumidor pelo Conference Board na quarta e pela Universidade de Michigan, na sexta.

Todos esses dados ajudam o investidor a medir a temperatura da economia dos Estados Unidos, em um momento em que o BC americano começa a mencionar a discussão sobre cortes de juros no ano que vem.

É também pensando nesses cortes que os participantes do mercado irão olhar para o deflator do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês). O núcleo do indicador (que exclui a variação dos alimentos e de energia) é o preferido do Fed no acompanhamento da evolução de preços. Por isso, a relevância. O dado relativo ao mês de novembro deve ser divulgado na sexta-feira.

Para quem não acompanhou os eventos da semana passada, aqui vai um resumo: O último ciclo de notícias foi intenso. Já na terça-feira, os dados de preços ao consumidor no Brasil e nos Estados Unidos marcaram a sessão. Por aqui, o processo desinflacionário mostrou continuidade, enquanto o índice americano de inflação veio acima do que o mercado estava esperando.

Esse número um pouco pior do que o esperado, porém, não foi suficiente para impedir que o Fed passasse a projetar taxas de juros menores no fim do ano que vem e também que o chefe da autarquia, Jerome Powell, adotasse um discurso mais suave na decisão de juros na quarta-feira. Após isso, o rali de fim de ano dos ativos de risco ganhou mais impulso.

Por aqui, esse otimismo foi contido, em parte, por conta da preocupação dos investidores com a evolução da dívida pública, já que decisões de peso para o cumprimento da meta fiscal estavam e continuam em jogo neste fim de ano.

Diante deste cenário, o destaque da semana foi a bolsa brasileira, já que o Ibovespa bateu seu recorde histórico de fechamento, em valor nominal. Na quinta-feira, a referência acionária alcançou os 130,842 pontos.

Já o câmbio chegou a se beneficiar da depreciação global do dólar, mas tanto a preocupação com o fiscal quanto a sazonalidade de fluxos de saída do fim do ano pesaram para o real.

Os juros futuros, por sua vez, se beneficiaram do fechamento mais acentuado da curva americana, diante do tom mais suave do Fed. A queda das taxas chegou a ser contida pela questão fiscal, mas na semana o saldo foi de recuo.

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