“Não vou colocar o meu na reta”, diz Bolsonaro a empresários sobre Orçamento

“Não vou colocar o meu na reta”, diz Bolsonaro a empresários sobre Orçamento

Jantar foi na 4ª feira, em São Paulo

Presidente defendeu teto de gastos

Sugeriu que vai vetar alguns trechos

Estava à mesa com Paulo Guedes

Quer distanciamento, não lockdown

Em jantar com empresários em São Paulo, nesta 4ª feira (7.abr.2021), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que irá respeitar o teto de gastos e a responsabilidade fiscal quando tiver de sancionar o Orçamento de 2021. “Não vou colocar o meu na reta”, afirmou, com o ministro Paulo Guedes (Economia) à mesa.

O Poder360 conversou reservadamente com 4 empresários que estiveram no encontro. Os gestores disseram achar que Bolsonaro quis dar um recado para fortalecer Guedes.

Na 3ª feira (6.abr.2021), o ministro da Economia foi alvo de ataques do Centrão e houve rumores sobre sua iminente saída do governo. No jantar, estava junto com o presidente. Num dado momento, Flávio Rocha, dono da Riachuelo, falou que Bolsonaro tinha ao seu lado “o melhor general para a economia”, citando Paulo Guedes. Todos os presentes aplaudiram.

PANDEMIA E VACINAS

Todos os presentes na reunião concordaram que a prioridade neste momento do país é acelerar a aplicação de vacinas. Dizem achar que houve um mal-entendido sobre a lei que permite que empresas privadas comprem o imunizante. Os empresários pediram ajuda do governo para esclarecer como será o processo.

Em relação às políticas de isolamento social, coube ao empresário Jose Isaac Peres, dono da rede de shoppings Multiplan, fazer um discurso enfático e alinhado com o que defende Bolsonaro. Peres disse que não tem cabimento falar em lockdown, que cada uma das mais de 5.000 cidades do país tem realidades distintas e que o necessário, na avaliação dele, é o distanciamento social.

O presidente criticou governadores e chegou a usar o termo “vagabundos”. O tucano João Doria, governador de São Paulo, foi um de seus alvos durante a reunião.

QUEM FOI AO JANTAR

O Poder360 apurou a seguinte lista. Pelo menos um dos convidados não apareceu: Johnny Saad (Grupo Bandeirantes), que mandou avisar que estava com tosse e preferia não ir. Eis os demais que participaram:

O jantar foi na casa de Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil. A residência fica na Rua Costa Rica, no Jardim América, em frente à casa do ex-deputado Paulo Maluf.

COMITIVA DE BOLSONARO

Eis o grupo levado pelo presidente:

  • Augusto Heleno (Segurança Institucional);
  • Daniel Freitas (deputado, PSL-SC);
  • Eduardo Bolsonaro (deputado, SP);
  • Fábio Faria (Comunicações);
  • Marcelo Queiroga (Saúde);
  • Roberto Campos Neto (Banco Central);
  • Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral);
  • Paulo Guedes (Economia);
  • Ricardo Salles (Meio Ambiente);
  • Ricardo Barros (líder na Câmara)
  • Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

COLETIVA NA RUA

Depois da reunião, os ministros Fábio Faria (Comunicações), Paulo Guedes (Economia), Marcelo Queiroga (Saúde) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) deram uma entrevista coletiva improvisada em frente à casa do anfitrião.

O chefe da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que um eventual lockdown nacional “não faz sentido no Brasil porque a própria população não adere a essas práticas”. O ministro defendeu uma união nacional “para conseguirmos a vacina para imunizar a população brasileira”. Indagado sobre a suspensão do envase de imunizantes pelo Butantan por falta de insumos, Queiroga disse esperar que o instituto tenha a capacidade de produção restabelecida.

O médico também acenou à iniciativa privada, afirmando que busca alternativas para viabilizar também a participação dos empresários na aquisição de vacinas: “Não para desviar os principais básicos do SUS, mas para se somar a ele e assim fortalecemos a nossa campanha de vacinação”. 

Paulo Guedes disse que “a síntese do encontro” é baseada nos temas da vacinação em massa e no avanço nas reformas estruturais.

Fonte: Poder 360

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