Campinas se compromete a reduzir emissão de gases

Campinas se compromete a reduzir emissão de gases

Jonas Donizette sancionou ontem lei que institui a Política de Enfrentamento dos Impactos da Mudança do Clima

O prefeito Jonas Donizette (PSB) sancionou ontem a lei nº 16.022, que institui a Política Municipal de Enfrentamento dos Impactos da Mudança do Clima e da Poluição Atmosférica de Campinas. Com isso, o Município assumirá o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e poluentes em 5% até 2025 e reduções graduais até atingir 32% de redução em 2060. A lei teve como base o Inventário de Emissões da Região Metropolitana de Campinas (RMC) realizado no ano passado e define metas, dentro de um Plano de Ação Climática. Com isso, Campinas estará apta – a partir de então – a buscar recursos para financiar, por exemplo, os parques lineares do Plano do Verde. O prefeito destacou que, a Prefeitura, ao definir metas em lei, permite que Campinas se habilite a receber investimentos, ao se comprometer a fazer a sua parte. O inventário definido em março de 2019 serviu como base da política municipal de enfrentamento dos impactos da mudança do clima e da poluição atmosférica de Campinas. Na ocasião houve levantamento das fontes e sumidouros que reportou às emissões e remoções dos gases de efeito estufa resultantes das atividades humanas na região. O inventário apontou que a região é responsável pela emissão de 11,2 milhões de toneladas, das quais 85% são originadas pelos setores de energia estacionária e transportes. Paulínia é a maior emissora RMC de gases de efeito estufa.

As atividades do seu polo industrial, especialmente a Replan, são responsáveis pela emissão de 3,98 milhões de toneladas de GEEs, que correspondem a 38,4% do volume liberado pelo conjunto das 20 cidades, dentro de seus territórios. As emissões da Replan, segundo o inventário, representaram em 2016, ano base da pesquisa, 20% do total das emissões de processo industrial da Petrobras inteira. O transporte, segundo maior emissor, é responsável por 4,67 milhões de toneladas, a maioria por carros, caminhões, ônibus, motos. Outras 850 mil toneladas são emitidas por aviões: 89% pelas aeronaves que pousam e decolam do Aeroporto Internacional de Viracopos, outros 10% vem de Paulínia, especialmente helicópteros, enquanto o movimento aéreo de Americana, Monte Mor e Vinhedo corresponde a 1%. Para a redução das emissões pelo transporte, a regulamentação vai prever que toda a frota municipal seja movida a biodiesel, estímulo à circulação de veículos elétricos, ampliação dos corredores de ônibus e faixas exclusivas, requalificação da malha ferroviária para adequação ao transporte de passageiros, criação de um centro de abastecimento de cargas para o aeroporto Viracopos. Os resíduos respondem por 1,06 milhão de toneladas, os processos industriais por 300 mil toneladas, a agricultura por 359 mil toneladas. Para reduzir as emissões geradas por resíduos, o plano sugere ampliação da coleta seletiva, aterros sanitários apenas para rejeitos, aproveitamento energético do metano em aterros sanitários, uso de novas tecnologias, entre outras medidas. No setor de energia, propõe a ampliação dos sistemas de energia fotovoltaica, e uso energias renováveis, campanhas de conscientização, reduzindo o consumo de energia e o desperdício energético em edifícios residenciais, comerciais e de serviços públicos, adoção de medidas para melhorias na eficiência e na resiliência do parque de iluminação pública com a substituição por luminárias mais eficientes. Metas de redução de emissõesAno Gases Efeito Estufa (%)Poluentes atmosféricos (%) 2025                                 5                                                    5 2030                                 8                                                    8 2040                                16                                                   15 2060                                32                                                   31 Fonte: Inventário de Emissões da Região Metropolitana de Campinas

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