POLÍTICA NA SEMANA: Voto impresso é arquivado, Bate-boca na CPI e prisão de Roberto Jefferson

POLÍTICA NA SEMANA: Voto impresso é arquivado, Bate-boca na CPI e prisão de Roberto Jefferson

A semana política foi marcada pelo arquivamento da PEC do voto impresso, uma derrota política significativa imposta pela Câmara a Jair Bolsonaro. Teve também o tumulto na CPI da Covid, com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, acusando a comissão de atrapalhar a aquisição de vacinas e sendo convocado pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz, a prestar um novo depoimento, agora na condição de testemunha.

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E a semana terminou com a prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson, lembram dele?, o delator do mensalão do PT que agora se tornou aliado do Bolsonarismo e teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.  Segundo Moraes, Jefferson integra uma organização criminosa empenhada em desestabilizar as instituições democráticas e restabelecer uma ditadura no Brasil. 

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A semana política foi muito intensa. Começou no dia 10 de agosto com uma relevante derrota imposta a Bolsonaro pela Câmara. A PEC que propunha voto impresso em eleições, plebiscito e referendos foi arquivado porque não contou com o mínimo de 308 votos para a sua aprovação. Recebeu apoio de apenas 229 parlamentares. Mas mesmo derrotado e sem contar com uma evidência sequer que aponte para fraude nas urnas eletrônicas, Bolsonaro seguiu com sua cantilena para agradar os seu rebanho cada vez menor de seguidores. 

E o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, disse que nunca tratou com Bolsonaro sobre a conversa mantida por ele com o deputado Luis Miranda. Miranda é o deputado que afirmou ter levado ao conhecimento do presidente da República a suspeita de irregularidades na aquisição da vacina Covaxin e apontou Barros como um possível envolvido na trama. 

No dia 12 de agosto, Ricardo Barros partiu para o ataque e acusou os integrantes da CPI da Covid no Senado de afastar empresas que desejavam vender vacinas para o Brasil. O resultado foi um tumulto e uma forte reação dos senadores, que suspenderam a sessão por duas horas. Na volta aos trabalhos, a cúpula da CPI decidiu encerrar a audiência e transformar Ricardo Barros em convocado para depor. Ele havia sido convocado a prestar esclarecimentos, quando fez as acusações. 

Como deputado ele será obrigado a falar a verdade. A CPI disse que vai consultar o STF para entender quais medidas poderá aplicar caso Barros insista em manter o que os integrantes da comissão classificaram como uma “narrativa de mentiras”. Barros tem imunidade parlamentar. 

E no último dia da semana, dia 13 de agosto, o ex-deputado que foi o pivô do mensalão, Roberto Jefferson, atual presidente nacional do PTB, acordou com a perspectiva de ver o sol nascer quadrado. O atual aliado político de Bolsonaro foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O motivo: integrar uma organização criminosa voltada a desacreditar as instituições democráticas, como o Judiciário e o Congresso, com o propósito de revogar a constituição e instalar um regime ditatorial no
Brasil. 

A prisão de Jefferson ocorreu no contexto do inquérito da Polícia Federal que tramita no Supremo e a apura a atuação de milícias digitais que operam para o bolsonarismo. 
O ex-deputado foi preso na casa dele, em Comendador Levy Gasparian, região serrana do Rio de Janeiro. Ele foi levado para a PF, passou por exame de corpo de delito no IML e ficará detido na Casa de Custódia de Benfica.

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